<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2101759697954768158</id><updated>2011-04-21T17:05:50.962-07:00</updated><title type='text'>música</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://musiclqs.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musiclqs.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>coletivo lo que sea</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2101759697954768158.post-3961128531924258030</id><published>2008-11-16T09:30:00.001-08:00</published><updated>2008-11-16T09:30:55.511-08:00</updated><title type='text'>Toda banda merece um Amarante</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="222" alt="" src="http://lh6.ggpht.com/_r9nJVtB6qDo/SSBYzbXERKI/AAAAAAAAAKI/HwHWwtsE9bQ/littlejoy2008-2%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;por &lt;strong&gt;Rud&amp;#225; Almeida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pra mim, creio e tor&amp;#231;o que pra voc&amp;#234; tamb&amp;#233;m, n&amp;#227;o h&amp;#225; banda de rock que melhor represente os anos &lt;em&gt;zero zero&lt;/em&gt; do que os Strokes. E se levasse em considera&amp;#231;&amp;#227;o somente o &amp;#8216;nosso territ&amp;#243;rio&amp;#8217; (esse pa&amp;#237;s a&amp;#234;), a afirma&amp;#231;&amp;#227;o valeria pros Los Hermanos. Por isso, ainda que o &amp;#8220;hiato por tempo indeterminado&amp;#8221; dos dois grupos tenha vindo na hora certa - quando ambos lan&amp;#231;aram discos bem ruinzinhos, capengas pra n&amp;#227;o dizer outra coisa - n&amp;#227;o &amp;#233; de se estranhar que sintamos uma pontinha de saudade dos dois, ao menos que de vez em quando. Eu mesmo, num post em que j&amp;#225; sinto vergoinha por ter escrito, falei que, apesar de ter gostado do disco do Marcelo Camelo, ainda pensava no extinto (?) grupo carioca - o que n&amp;#227;o era um bom sinal. Pois ent&amp;#227;o, nem penso mais. Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti, juntos da cantora Binki Shapiro, trataram de sepultar qualquer sentimentozinho &lt;em&gt;rbd for life&lt;/em&gt; com seu novo projeto: o Little Joy.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O disco hom&amp;#244;nimo da banda, lan&amp;#231;ado no &amp;#250;ltimo dia 4 pelo famoso selo ingl&amp;#234;s Rough Trade, n&amp;#227;o apresenta nada de novo pra quem est&amp;#225; acostumado a escutar a voz b&amp;#234;bada de Amarante nos Los Hermanos e os riffs de guitarra dos Strokes. Tamb&amp;#233;m n&amp;#227;o &amp;#233; a simples mistura dos dois. As m&amp;#250;sicas cantadas pela Binki, por exemplo, se afastam um pouco das demais, s&amp;#227;o calminhas, cheias daquela beleza fofolete, como a melhor do disco, &lt;em&gt;Don&amp;#8217;t Watch Me Dancing&lt;/em&gt;&amp;#8230; Mas, como novidades n&amp;#227;o s&amp;#227;o o carro-chefe e nem sempre s&amp;#227;o bem vindas, a simples uni&amp;#227;o do melhor de cada uma das outras partes - embora seja not&amp;#225;vel que a corda puxe mais pro lado de Amarante - j&amp;#225; resulta em algo de alt&amp;#237;ssima qualidade. &amp;#201; verdade que nenhuma m&amp;#250;sica tem a for&amp;#231;a dos mais famosos &lt;em&gt;singles&lt;/em&gt; das bandas anteriores dos brasileiros, o que n&amp;#227;o &amp;#233;, de forma alguma, um problema. Basta escutar &lt;em&gt;The Next Time Around&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Brand New Start &lt;/em&gt;pra perceber que os prov&amp;#225;veis maiores sucessos do Little Joy est&amp;#227;o &amp;#224; altura de qualquer um deles, e d&amp;#234;em de ombros pra quaisquer compara&amp;#231;&amp;#245;es.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A trinca &lt;em&gt;No One&amp;#8217;s Better Sake&lt;/em&gt; / &lt;em&gt;Keep Me in Mind&lt;/em&gt; / &lt;em&gt;How To Hang a Warhol&lt;/em&gt; est&amp;#225; a&amp;#237; pra agradar os f&amp;#227;s mais agitadinhos dos Strokes. Quem prefere as baladinhas arrastadas dos Los Hermanos, pode ficar com &lt;em&gt;Shoulder to Shoulder.&lt;/em&gt; Tem at&amp;#233; pra quem gosta do Camelo, veja s&amp;#243;: basta escutar &lt;em&gt;Evaporar&lt;/em&gt;, do Rodrigo Amarante, onde ele canta em bom portugu&amp;#234;s e toca sozinho no viol&amp;#227;o. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim mesmo, querendo e, suponho, agradando a todo mundo, que eu vejo o Little Joy como uma das melhores coisas que apareceram nesses &amp;#250;ltimos aninhos. Fazendo um resum&amp;#227;o do que melhor apresentaram, pra mim, e continuo crendo que pra voc&amp;#234; tamb&amp;#233;m, as duas bandas mais importantes da d&amp;#233;cada, Fabrizio e Amarante (ningu&amp;#233;m melhor do que eles) acertaram em cheio. Espero que mais uni&amp;#245;es felizes e coincidentes como essa continuem acontecendo pra deixar o futuro menos tedioso, caso n&amp;#227;o saia nunca mais o disco novo do Franz Ferdinand.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2101759697954768158-3961128531924258030?l=musiclqs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musiclqs.blogspot.com/feeds/3961128531924258030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2101759697954768158&amp;postID=3961128531924258030' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/3961128531924258030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/3961128531924258030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musiclqs.blogspot.com/2008/11/toda-banda-merece-um-amarante.html' title='Toda banda merece um Amarante'/><author><name>coletivo lo que sea</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_r9nJVtB6qDo/SSBYzbXERKI/AAAAAAAAAKI/HwHWwtsE9bQ/s72-c/littlejoy2008-2%5B4%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2101759697954768158.post-1032607718618915577</id><published>2008-11-10T20:22:00.001-08:00</published><updated>2008-11-10T20:22:33.338-08:00</updated><title type='text'>The Walkmen: Servindo bem para servir sempre</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="222" alt="" src="http://lh4.ggpht.com/_r9nJVtB6qDo/SRkIh8lPsvI/AAAAAAAAAKA/4goDIWV9NGY/walkmen3%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;por &lt;strong&gt;Tiago Lopes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com pouco menos de dois anos para o fim dessa d&amp;#233;cada, previs&amp;#245;es sobre o que realmente ir&amp;#225; caracteriz&amp;#225;-la j&amp;#225; podem ser feitas agora mesmo, sem que muito do seu sentido se perca daqui at&amp;#233; a mudan&amp;#231;a dos dois d&amp;#237;gitos. Na m&amp;#250;sica, a &amp;#250;nica coisa que arranhou o conceito de &amp;#8220;movimento&amp;#8221; foi a descoberta em massa de bandas nova-iorquinas no in&amp;#237;cio dos anos 00, que, &amp;#224; primeira vista, pareciam ter um senso de est&amp;#233;tica visual mais apurado do que algum conhecimento musical abrangente. Precisou de um tempo (o intervalo entre o primeiro e o segundo disco, mais precisamente) para o proto-movimento se mostrar como algo que realmente carregava alguma subst&amp;#226;ncia n&amp;#227;o advinda de um coletor de lixo recicl&amp;#225;vel. Dessa leva, pouqu&amp;#237;ssimas bandas ainda se mant&amp;#234;m em p&amp;#233; at&amp;#233; hoje e nenhuma outra &amp;#233; t&amp;#227;o consistente quanto o The Walkmen.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;You &amp;amp; Me&lt;/em&gt; &amp;#233; mais um disco sa&amp;#237;do de uma constante e inventiva linha de produ&amp;#231;&amp;#227;o que n&amp;#227;o sofreu nenhuma adi&amp;#231;&amp;#227;o de elementos estranhos ao longo de cinco discos e n&amp;#227;o precisou fazer uma mudan&amp;#231;a dr&amp;#225;stica de dire&amp;#231;&amp;#227;o sonora como t&amp;#225;tica de sobreviv&amp;#234;ncia em busca de um aumento de p&amp;#250;blico. O Walkmen &amp;#233; nesse novo disco o mesmo de &lt;em&gt;Everyone Who Pretended To Like Me Is Gone&lt;/em&gt;, s&amp;#243; que mais ciente dos limites do som que criou em sua estr&amp;#233;ia, portanto, mais disposto a refin&amp;#225;-lo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mesmo tendo dois discos de in&amp;#233;ditas e um de vers&amp;#245;es entre um e outro, os extremos da atual discografia do Walkmen parecem uma linha evolutiva sem interrup&amp;#231;&amp;#227;o. &lt;em&gt;Bows + Arrows&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;A Hundred Miles Off&lt;/em&gt; expandiram o volume dos vocais, a velocidade e os efeitos nas guitarras e a qualidade das m&amp;#250;sicas criadas pela banda que, mesmo mantendo a discri&amp;#231;&amp;#227;o, conseguiu aten&amp;#231;&amp;#227;o suficiente dos cr&amp;#237;ticos para receber os merecidos superlativos com os quais vem sendo classificada. Depois de um disco de covers de um disco de covers (&lt;em&gt;Pussy Cats,&lt;/em&gt; disco de covers do Harry Nilsson virou &lt;em&gt;Pussy Cats: starring The Walkmen&lt;/em&gt;), a banda resolveu mostrar o lado refinado dessa evolu&amp;#231;&amp;#227;o toda, criando um disco melancolicamente doce (o t&amp;#237;tulo deixa bem expl&amp;#237;cito a onipresen&amp;#231;a do tema &amp;#8220;amor&amp;#8221;), calmo e, por tudo isso e mais um pouco, inesperado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nenhuma m&amp;#250;sica do novo disco lembra a for&amp;#231;a dos mais famosos singles anteriores (&amp;#8221;The Rat&amp;#8221;, &amp;#8220;Little House Of Savages&amp;#8221;, &amp;#8220;Lost In Boston&amp;#8221;), mas a maioria delas alcan&amp;#231;a os mesmos altos padr&amp;#245;es de satisfa&amp;#231;&amp;#227;o auditiva, indo por vias mais discretas e elaboradas, como &amp;#8220;On The Water&amp;#8221;, &amp;#8220;Canadian Girl&amp;#8221;, &amp;#8220;Red Moon&amp;#8221; e &amp;#8220;The Blue Route&amp;#8221;, quatro can&amp;#231;&amp;#245;es que derrubam qualquer resist&amp;#234;ncia ao Walkmen &amp;#224; primeira audi&amp;#231;&amp;#227;o. As duas primeiras s&amp;#227;o as que representam melhor o esp&amp;#237;rito de amor s&amp;#243;brio do disco (nos anteriores, tudo era meio alcoolizado, do som dos vocais &amp;#224; estrid&amp;#234;ncia das guitarras), com provas de que o Walkmen possui o melhor percussionista em atividade (sem chamar a aten&amp;#231;&amp;#227;o pra si o tempo inteiro) e as guitarras reverberadas deixaram de ser onipresentes para virar algo pelo qual se espera ansiosamente. &amp;#8220;Red Moon&amp;#8221; &amp;#233; uma balada na melhor acep&amp;#231;&amp;#227;o do termo: exageradamente rom&amp;#226;ntica e despida de maiores arranjos, s&amp;#243; um piano, uma batida alternada e um naipe de metais na medida para exaltar os esp&amp;#237;ritos mais sorumb&amp;#225;ticos. E &amp;#8220;The Blue Route&amp;#8221; &amp;#233; o mais pr&amp;#243;ximo de barulho que eles criaram em &lt;em&gt;You &amp;amp; Me&lt;/em&gt; e, ainda assim, milhas distantes da estrid&amp;#234;ncia de outrora.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O resto do disco segue &amp;#224; risca o mais n&amp;#227;o-t&amp;#227;o-em-uso conceito de &amp;#225;lbum. Espera-se do ouvinte uma disposi&amp;#231;&amp;#227;o para apreci&amp;#225;-lo por inteiro e v&amp;#225;rias vezes, para melhor aproveitamento da obra. A sutileza de m&amp;#250;sicas como &amp;#8220;D&amp;#243;nde Est&amp;#225; La Playa&amp;#8221;, &amp;#8220;Long Time Ahead Of US&amp;#8221; e a instrumental &amp;#8220;Flamingos (For Colbert)&amp;#8221; fazem o retorno &amp;#224; atmosfera &amp;#250;nica do disco ser mais desej&amp;#225;vel ainda. No fim de tudo, a banda entrega a j&amp;#225; tradicional homenagem expl&amp;#237;cita ao Dylan, em m&amp;#250;sicas que soam exatamente como grandes b-sides d&amp;#8217;O Homem. Aqui, a (venho tentando evitar o uso de adjetivos melosos desde o come&amp;#231;o da resenha, mas &amp;#233; preciso ceder) estupendamente bela &amp;#8220;If Only It Were True&amp;#8221; fecha o disco que deve tornar imposs&amp;#237;vel, em 2010, chamar o The Walkmen de outra coisa al&amp;#233;m de grande banda da d&amp;#233;cada.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2101759697954768158-1032607718618915577?l=musiclqs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musiclqs.blogspot.com/feeds/1032607718618915577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2101759697954768158&amp;postID=1032607718618915577' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/1032607718618915577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/1032607718618915577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musiclqs.blogspot.com/2008/11/walkmen-servindo-bem-para-servir-sempre.html' title='The Walkmen: Servindo bem para servir sempre'/><author><name>coletivo lo que sea</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_r9nJVtB6qDo/SRkIh8lPsvI/AAAAAAAAAKA/4goDIWV9NGY/s72-c/walkmen3%5B4%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2101759697954768158.post-954840400897078671</id><published>2008-10-16T21:21:00.001-07:00</published><updated>2008-10-16T21:31:16.594-07:00</updated><title type='text'>Oasis acerta por vias tortas</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="222" alt="" src="http://lh5.ggpht.com/loquesea.info/SPgSy_-9xFI/AAAAAAAAAJ4/mtf6x95IQts/95vokh2%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;por &lt;strong&gt;Rud&amp;#225; Almeida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O primeiro &amp;#225;lbum, &lt;em&gt;Definitely Maybe&lt;/em&gt;, de 1994, e o seu sucessor, &lt;em&gt;(What&amp;#8217;s the Story) Morning Glory,&lt;/em&gt; de 1996,&lt;em&gt; &lt;/em&gt;s&amp;#227;o considerados as obras-primas do Oasis. Para muitos, tudo se resume ao pensamento de que, desde ent&amp;#227;o, o que os irm&amp;#227;os Gallagher v&amp;#234;m fazendo &amp;#233; tentar repetir o sucesso destes dois discos. Talvez o caso se aplique ao &lt;em&gt;Be Here Now&lt;/em&gt;, o maior fracasso (assumido) do grupo. Mas se formos analisar os demais trabalhos do Oasis, mesmo que estes sejam evidentemente &amp;#8220;menores&amp;#8221; que os seus predecessores, a compara&amp;#231;&amp;#227;o n&amp;#227;o cabe pela grande (mas simples e verdadeira) desculpa de sempre: os tempos eram outros.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com seu mais novo trabalho, o s&amp;#233;timo disco de est&amp;#250;dio, &lt;em&gt;Dig Out Your Soul&lt;/em&gt;, o grupo ingl&amp;#234;s chega bem pr&amp;#243;ximo de alcan&amp;#231;ar as gl&amp;#243;rias do passado, mas, surpreendentemente, por vias tortas. Explico: se tem um &amp;#225;lbum que serve de compara&amp;#231;&amp;#227;o ao &lt;em&gt;DOYS&lt;/em&gt;, tanto pela grandiloq&amp;#252;&amp;#234;ncia quanto pelo p&amp;#233; no psicodelismo, esse &amp;#225;lbum &amp;#233; justo o &lt;em&gt;Be Here Now&lt;/em&gt;. Isso fica evidente j&amp;#225; no primeiro minuto da m&amp;#250;sica que abre o disco, a excelente &lt;em&gt;Bag It Up. &lt;/em&gt;Com as duas seguintes, &lt;em&gt;The Turning &lt;/em&gt;e&lt;em&gt; Waiting for the Rapture &lt;/em&gt;- tamb&amp;#233;m dignas de excel&amp;#234;ncia, formando o melhor in&amp;#237;cio de discos do Oasis desde&amp;#8230; - tudo fica t&amp;#227;o evidente que d&amp;#225; medo de continuar com os fones no ouvido e ter que se decepcionar mais uma vez, e pelos mesmos motivos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Felizmente isso n&amp;#227;o acontece. Os excessos e a ambi&amp;#231;&amp;#227;o do &amp;#225;lbum, dessa vez, n&amp;#227;o conseguem comprometer sua qualidade, por dois motivos, penso: 1) O amadurecimento da banda (estava na hora, n&amp;#233;?), que aprendeu com o primeiro erro (&lt;em&gt;Be Here Now&lt;/em&gt;) e tratou de corrigi-lo, produzindo a partir da&amp;#237; uma s&amp;#233;rie de discos menos espalhafatosos, mais contidos e pans e chegando aqui com a moral, ou a cara de pau, de produzir algo grandioso novamente (Notem a total aus&amp;#234;ncia de baladinhas pra tocar nas r&amp;#225;dios e na segunda tacada perfeita de Noel em menos de tr&amp;#234;s anos, &lt;em&gt;Falling Down&lt;/em&gt;, que n&amp;#227;o faz feio nem ao lado de &lt;em&gt;The Importance of Being Idle).&lt;/em&gt; 2) Sinal dos tempos. Ou todo mundo j&amp;#225; esqueceu dos tamb&amp;#233;m excessivos e ambiciosos novos &amp;#225;lbuns do Stephen Malkmus e do fenomenozinho Glasvegas?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se o &lt;em&gt;Don&amp;#8217;t Believe the Truth&lt;/em&gt; apontava para a mudan&amp;#231;a gradual na qualidade dos trabalhos recentes do Oasis,&amp;#160; mesmo que discretamente e ainda cometendo erros aqui e acol&amp;#225;, o &lt;em&gt;Dig Out Your Soul&lt;/em&gt; &amp;#233; o fim da bendita ou, ao menos, um &amp;#243;timo press&amp;#225;gio de algo maior que est&amp;#225; por vir. Ele pode n&amp;#227;o levar o Oasis ao patamar de maior banda de rock da atualidade novamente, ou melhor, com certeza n&amp;#227;o levar&amp;#225;. Mas pra quem j&amp;#225; n&amp;#227;o acreditava numa retomada t&amp;#227;o convincente, os irm&amp;#227;os Gallagher est&amp;#227;o de parab&amp;#233;ns. Ainda merecem respeito os encrenqueiros&amp;#8230;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2101759697954768158-954840400897078671?l=musiclqs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musiclqs.blogspot.com/feeds/954840400897078671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2101759697954768158&amp;postID=954840400897078671' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/954840400897078671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/954840400897078671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musiclqs.blogspot.com/2008/10/oasis-acerta-por-vias-tortas.html' title='Oasis acerta por vias tortas'/><author><name>coletivo lo que sea</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/loquesea.info/SPgSy_-9xFI/AAAAAAAAAJ4/mtf6x95IQts/s72-c/95vokh2%5B4%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2101759697954768158.post-1738786586522570031</id><published>2008-09-22T19:20:00.001-07:00</published><updated>2008-09-22T19:20:57.262-07:00</updated><title type='text'>Festival No Ar Coquetel Molotov - 2º dia</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img height="221" alt="" src="http://lh5.ggpht.com/loquesea.info/SNhSgbIXurI/AAAAAAAAAJY/BTXIB622xJY/24.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Mallu Magalh&amp;#227;es&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;por &lt;strong&gt;Tiago Lopes&lt;/strong&gt; | fotos de &lt;strong&gt;Coraline Sabourin&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A movimenta&amp;#231;&amp;#227;o nas depend&amp;#234;ncias do Teatro da UFPE se mostrou um tanto menor na segunda noite do festival No Ar Coquetel Molotov. Poucos atrasos na noite anterior e tudo seguia bem na segunda noite at&amp;#233; a coincid&amp;#234;ncia entre os shows do &lt;em&gt;Club 8&lt;/em&gt; (mais uma das bandas da Invas&amp;#227;o Sueca) e a &lt;em&gt;Catarina&lt;/em&gt;, artista pernambucana. A primeira fechou as apresenta&amp;#231;&amp;#245;es na Sala Cine UFPE e a segunda abriu os shows da noite de s&amp;#225;bado no Teatro, ao mesmo tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O show da &lt;em&gt;Catarina&lt;/em&gt; pareceu uma melhor op&amp;#231;&amp;#227;o e ela realmente se mostrou como tal. Tendo como guitarrista o vocalista do &lt;em&gt;Momboj&amp;#243;&lt;/em&gt;, Felipe S., mais percuss&amp;#227;o, um contrabaixo vistoso e programa&amp;#231;&amp;#245;es eletr&amp;#244;nicas econ&amp;#244;micas, a mulher se desdobrava em passinhos um tanto toscos, em piadas divertidas, gritinhos de &amp;#8220;uoooou&amp;#8221; entre uma m&amp;#250;sica e outra e distribui&amp;#231;&amp;#227;o de chocolates para chamar a aten&amp;#231;&amp;#227;o do p&amp;#250;blico pro som pop/tecno-brega/hip-hop que divertiu bastante. E divertiu n&amp;#227;o por ser s&amp;#243; engra&amp;#231;adinha nas letras, mas porque o resultado era realmente apreci&amp;#225;vel, sem qualquer ironia. &amp;#201; admir&amp;#225;vel uma banda de Recife se preocupar em fazer m&amp;#250;sica pop de qualidade sem querer denunciar nada ou se preocupar somente em cantar regionalismos. Ficou tempo o suficiente no palco para mostrar uma vers&amp;#227;o hil&amp;#225;ria e cheia de malemol&amp;#234;ncia de &amp;#8220;Sensual Seduction&amp;#8221; do &lt;em&gt;Snoop Dogg&lt;/em&gt; (em que ela traduzia certas partes da letra para o portugu&amp;#234;s, aumentando ainda mais o efeito c&amp;#244;mico) e ainda repetir duas m&amp;#250;sicas. Ningu&amp;#233;m se incomodou com o &lt;em&gt;bis&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;Catarina &lt;/em&gt;foi aplaudida em p&amp;#233;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 0px 10px 0px 0px; border-right-width: 0px" height="349" alt="" src="http://lh4.ggpht.com/loquesea.info/SNhShMkrDII/AAAAAAAAAJc/-WvI4-ZtUsA/D_20317.jpg?imgmax=800" width="234" align="left" border="0" /&gt;O Coquetel Molotov, em cada edi&amp;#231;&amp;#227;o, se preocupa em trazer um artista que fa&amp;#231;a muita coisa usando pouca mat&amp;#233;ria-prima. Preenchendo a cota desse ano, o &lt;em&gt;Final Fantasy&lt;/em&gt;, projeto solo de Owen Pallett (colaborador de bandas como o &lt;em&gt;Arcade Fire&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Beirut&lt;/em&gt;), fez uso de apenas um violino, um laptop e um teclado. O p&amp;#250;blico parecia hipnotizado pelas m&amp;#227;os do rapaz, que a cada movimento mais r&amp;#225;pido, arrancava aplausos. Mas a resposta positiva da plat&amp;#233;ia pareceu mais empolga&amp;#231;&amp;#227;o por ver algo n&amp;#227;o t&amp;#227;o comum em m&amp;#250;sica popular sendo executado do que genu&amp;#237;na resposta a m&amp;#250;sicas calculistas demais e um tanto sem emo&amp;#231;&amp;#227;o. Lembrou bastante um &lt;em&gt;Andrew Bird&lt;/em&gt; sem a compet&amp;#234;ncia mel&amp;#243;dica deste.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Mallu Magalh&amp;#227;es&lt;/em&gt; foi a respons&amp;#225;vel por levantar o p&amp;#250;blico das confort&amp;#225;veis cadeiras do teatro. Teve gente que perdeu lugar e quis dormir em p&amp;#233; durante o show da garota. N&amp;#227;o que estivesse muito chato, s&amp;#243; foi realmente ma&amp;#231;ante em alguns momentos. As m&amp;#250;sicas dela ganham muito mais estofo quando a banda participa ativamente. Nas que continham apenas o barulho do seu banjo, as m&amp;#250;sicas perdiam um pouco da for&amp;#231;a e n&amp;#227;o conseguiam atingir satisfatoriamente o enorme teatro, provocando algum t&amp;#233;dio. N&amp;#227;o ajudou muito o fato de ela ter convidado o Camelo para cantar as mesmas m&amp;#250;sicas que ela havia cantado com ele um dia antes, s&amp;#243; que dessa vez, sem a emo&amp;#231;&amp;#227;o noveleira de brinde.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="221" alt="" src="http://lh4.ggpht.com/loquesea.info/SNhSiAMrkxI/AAAAAAAAAJg/4Xj1SXvg6AY/34.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Peter, Bjorn and John&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Encerrando a &amp;#250;ltima noite, os escoceses do &lt;em&gt;Peter, Bjorn and John &lt;/em&gt;entraram com guitarras muito altas. O efeito imediato do barulho acordou quem havia cedido ao sono no show da Mallu, mas n&amp;#227;o durou por muito tempo. As m&amp;#250;sicas do PBJ s&amp;#227;o de uma linearidade entediante, n&amp;#227;o h&amp;#225; mudan&amp;#231;as percept&amp;#237;veis no andamento de algumas delas. A presen&amp;#231;a de palco deles, fortalecida por uns pulinhos e gestos por vezes constrangedores, tentava dar uma for&amp;#231;a extra a apatia das m&amp;#250;sicas, mas n&amp;#227;o funcionava. Sem solavancos ou desvios de percurso em m&amp;#250;sicas executadas em alto volume para tentar maquiar essa falta de criatividade, o resultado final do show do PBJ foi semelhante ao zumbido de um inseto gigante: de uma const&amp;#226;ncia irritante.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2101759697954768158-1738786586522570031?l=musiclqs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musiclqs.blogspot.com/feeds/1738786586522570031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2101759697954768158&amp;postID=1738786586522570031' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/1738786586522570031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/1738786586522570031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musiclqs.blogspot.com/2008/09/festival-no-ar-coquetel-molotov-2-dia.html' title='Festival No Ar Coquetel Molotov - 2º dia'/><author><name>coletivo lo que sea</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/loquesea.info/SNhSgbIXurI/AAAAAAAAAJY/BTXIB622xJY/s72-c/24.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2101759697954768158.post-5253421573918153834</id><published>2008-09-22T19:14:00.001-07:00</published><updated>2008-09-22T19:14:32.264-07:00</updated><title type='text'>Festival No Ar Coquetel Molotov - 1º dia</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="221" alt="" src="http://lh3.ggpht.com/loquesea.info/SNhQ-QAZe-I/AAAAAAAAAJA/bKGtDNAw5TU/54.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;J&amp;#250;lia Says com a participa&amp;#231;&amp;#227;o de Guizado&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;por &lt;strong&gt;Tiago Lopes&lt;/strong&gt; | fotos de &lt;strong&gt;Coraline Sabourin&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O Coquetel Molotov desse ano j&amp;#225; surpreendeu antes mesmo de come&amp;#231;ar. Os ingressos para a primeira noite do festival se esgotaram 4 dias antes do in&amp;#237;cio, fazendo a alegria dos cambistas - que dispuseram suas preciosidades na entrada do evento por uma quantia de at&amp;#233; R$ 60,00, 100% a mais do que o real valor do ingresso &amp;#8211; e aumentando ainda mais as expectativas para o mais esperado show do festival: a estr&amp;#233;ia em palcos do Marcelo Camelo. Porque era &amp;#243;bvio que o suposto ex-hermano foi a causa para a alta valoriza&amp;#231;&amp;#227;o da primeira noite do festival, o que se queria descobrir mesmo era como todo esse p&amp;#250;blico se comportaria na hora da execu&amp;#231;&amp;#227;o do &lt;em&gt;Sou&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Antes de falar do show que iria fechar a noite no teatro da UFPE, vamos &amp;#224;s bandas que n&amp;#227;o comoveram tanto assim o p&amp;#250;blico, mas que foram t&amp;#227;o competentes (em alguns casos, at&amp;#233; mais) quanto a principal atra&amp;#231;&amp;#227;o. Os pernambucanos do &lt;em&gt;J&amp;#250;lia Says&lt;/em&gt;, que usavam programa&amp;#231;&amp;#245;es eletr&amp;#244;nicas, bateria e uma guitarra e um trompete de vez em quando, come&amp;#231;aram com um show meio morno. Se tivessem feito o &amp;#8220;de vez em quando&amp;#8221; das guitarras aparecer bem mais, as m&amp;#250;sicas teriam provocado um pouco mais de efeito no p&amp;#250;blico que j&amp;#225; come&amp;#231;ava a lotar o teatro, mas n&amp;#227;o respondia t&amp;#227;o bem ao eletr&amp;#244;nico de vocal um tanto inaud&amp;#237;vel da banda.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="221" alt="" src="http://lh6.ggpht.com/loquesea.info/SNhQ_MpNgaI/AAAAAAAAAJE/S699scUKAdE/44.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Cidad&amp;#227;o Instigado&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A&amp;#237; entra o &lt;em&gt;Cidad&amp;#227;o Instigado&lt;/em&gt;, banda liderada pelo cearense Fernando Catatau, que foi chamada horas antes do evento para substituir os cuiabanos do &lt;em&gt;Vanguart &lt;/em&gt;&amp;#8211; ao que parece, pediram mudan&amp;#231;a nas datas das passagens de avi&amp;#227;o e a produ&amp;#231;&amp;#227;o do Coquetel Molotov n&amp;#227;o quis atender ao pedido, feito apenas uma semana antes do festival; H&amp;#233;lio Flanders, vocalista do Vanguart, explicou na comunidade da banda no Orkut que o custo adicional da mudan&amp;#231;a de datas seria de R$ 600,00 por cabe&amp;#231;a. Mas a troca se mostrou ben&amp;#233;fica como pouca coisa do festival: o &lt;em&gt;Cidad&amp;#227;o Instigado&lt;/em&gt; fez um dos melhores shows dessa edi&amp;#231;&amp;#227;o, tocou grandes m&amp;#250;sicas de um vindouro novo disco, executou as melhores dos seus dois discos anteriores e fez barulho, muito barulho mesmo. Como defeito, uma parte do p&amp;#250;blico que marcava cadeiras pra ver o show do Marcelo Camelo e prestava pouca aten&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224; intricada, mas bastante funcional mistura de samba, funky, brega e o melhor em distor&amp;#231;&amp;#227;o de guitarras. Quem estava gostando, se manifestou em aplausos e mais aplausos ao fim de cada m&amp;#250;sica, deixando o Catatau com um sorriso largo no rosto ao fim do show.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="221" alt="" src="http://lh3.ggpht.com/loquesea.info/SNhRAM8W-kI/AAAAAAAAAJI/Up0ICN5wNKA/64.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Shout Out Louds&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois, a primeira banda da Invas&amp;#227;o Sueca, projeto que existe desde a edi&amp;#231;&amp;#227;o de 2007. A sele&amp;#231;&amp;#227;o desse ano foi um tanto mais consistente e vis&amp;#237;vel, como se p&amp;#244;de ver desde a apresenta&amp;#231;&amp;#227;o do &lt;em&gt;Shout Out Louds&lt;/em&gt;, que fez todo mundo se levantar das cadeiras e lotar a parte da frente do palco. A anima&amp;#231;&amp;#227;o do p&amp;#250;blico e a movimenta&amp;#231;&amp;#227;o excessiva dos m&amp;#250;sicos no palco quase conseguiram esconder certa pasmaceira no som feito pelos suecos, provocada pela execu&amp;#231;&amp;#227;o de in&amp;#250;meros clich&amp;#234;s &lt;em&gt;indies&lt;/em&gt; que a banda apresentou, quase todos sa&amp;#237;dos da cansativa reciclagem de bandas como &lt;em&gt;The Cure&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;The Smiths&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;New Order&lt;/em&gt;. Maior engodo do festival.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A essa altura, a movimenta&amp;#231;&amp;#227;o dentro do teatro da UFPE, capaz de comportar 3.000 pessoas, j&amp;#225; estava dif&amp;#237;cil, bem dif&amp;#237;cil. A insist&amp;#234;ncia do p&amp;#250;blico de permanecer em p&amp;#233; em frente ao palco para esperar o Marcelo Camelo, atrapalhando a vis&amp;#227;o de quem estava sentado nas primeiras filas, provocou irrita&amp;#231;&amp;#227;o tanto na produ&amp;#231;&amp;#227;o do evento, que pediu praticamente a cada um que arranjassem um lugar para se sentar, como no p&amp;#250;blico, que n&amp;#227;o entedia porque tinha que aplacar a grande ansiedade sentado numa cadeira limitadora de express&amp;#245;es de adora&amp;#231;&amp;#227;o. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 5px 15px 0px 0px; border-right-width: 0px" height="339" alt="" src="http://lh3.ggpht.com/loquesea.info/SNhRAxZbUvI/AAAAAAAAAJM/HMPmfAPVe4E/IMG_182019.jpg?imgmax=800" width="254" align="left" border="0" /&gt; Eis que o &lt;em&gt;Marcelo Camelo&lt;/em&gt; entra no palco, sozinho, com seu viol&amp;#227;o. O alt&amp;#237;ssimo barulho do p&amp;#250;blico, que gritou e aplaudiu por alguns bons minutos, anunciou o esperado: toda a excessiva adora&amp;#231;&amp;#227;o que existia pelo &lt;em&gt;Los Hemanos&lt;/em&gt; foi transferida para o Camelo sem nenhuma perda, ainda mais em Recife, um dos principais redutos desse p&amp;#250;blico (Camelo admitiu, em certa altura do show, que &amp;#8220;tinha de ser aqui, tinha de ser hoje, tinha de ser no Recife e tinha de ser com voc&amp;#234;s&amp;#8221;). Quando o &lt;em&gt;Hurtmold&lt;/em&gt;, banda que est&amp;#225; acompanhando o Marcelo Camelo nos shows da sua primeira turn&amp;#234;, entrou no palco a partir da segunda m&amp;#250;sica (&amp;#8220;T&amp;#233;o e a Gaivota&amp;#8221;, faixa de abertura do disco e a que guarda mais semelhan&amp;#231;as com o som feito pela banda de apoio), o p&amp;#250;blico fez quest&amp;#227;o de mostrar que n&amp;#227;o iria recuar por um momento sequer nas demonstra&amp;#231;&amp;#245;es de adora&amp;#231;&amp;#227;o. A cada mudan&amp;#231;a de andamento nas m&amp;#250;sicas, aplausos e gritos que beiravam a insanidade e chegavam a incomodar. Apenas uma semana antes do show, dez das quatorze faixas da sua estr&amp;#233;ia solo, &lt;em&gt;Sou&lt;/em&gt;, foram liberadas para audi&amp;#231;&amp;#227;o no MySpace. A grande maioria do p&amp;#250;blico j&amp;#225; cantava em un&amp;#237;ssono todas elas e, em alguns momentos, t&amp;#227;o alto que mal se ouvia a voz do Camelo. Quando as m&amp;#250;sicas ainda desconhecidas de quem n&amp;#227;o havia comprado o disco foram tocadas, o p&amp;#250;blico n&amp;#227;o se incomodou em substituir o barulho de suas vozes por palmas e mais palmas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;img height="221" alt="" src="http://lh4.ggpht.com/loquesea.info/SNhRB6gcFDI/AAAAAAAAAJQ/E0sMLFagxt4/14.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Marcelo Camelo e Mallu Magalh&amp;#227;es&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se a como&amp;#231;&amp;#227;o j&amp;#225; parecia exagerada, atingiu seus picos quando a &lt;em&gt;Mallu Magalh&amp;#227;es&lt;/em&gt; foi convidada para entrar no palco e cantar &amp;#8220;Janta&amp;#8221;. Enquanto eles se mantinham abra&amp;#231;ados por minutos a fio, o barulho aumentou tanto que chegou a provocar arrepios. Quando o Camelo e a Mallu se separaram para dar in&amp;#237;cio &amp;#224; m&amp;#250;sica, ela n&amp;#227;o conseguiu segurar o choro. E o barulho da plat&amp;#233;ia s&amp;#243; aumentou ainda mais. O Camelo j&amp;#225; havia come&amp;#231;ado a m&amp;#250;sica e, quando chegou &amp;#224; segunda estrofe e momento da Mallu, ela ainda n&amp;#227;o havia se recuperado da emo&amp;#231;&amp;#227;o inicial e n&amp;#227;o conseguiu cantar. O sil&amp;#234;ncio dela sobre o dedilhando do viol&amp;#227;o do Camelo, criou um momento &amp;#250;nico no festival e a plat&amp;#233;ia se mostrou realmente acrobata para conseguir, ao mesmo tempo: gritar, bater palmas, cantar junto e chorar. Depois de &amp;#8220;Janta&amp;#8221;, Camelo e mais uma ainda irrecuper&amp;#225;vel Mallu tocaram &amp;#8220;Morena&amp;#8221;. E, voc&amp;#234;s adivinharam, a plat&amp;#233;ia se superou mais ainda em esc&amp;#226;ndalo &amp;#224; audi&amp;#231;&amp;#227;o de uma m&amp;#250;sica do &lt;em&gt;Los Hermanos&lt;/em&gt;. Mais tr&amp;#234;s da sua suposta ex-banda ainda foram executadas, todas do disco &lt;em&gt;4&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Marcelo Camelo&lt;/em&gt; segurou a mais animada faixa do &lt;em&gt;Sou&lt;/em&gt; para o encerramento: &amp;#8220;Copacabana&amp;#8221;, com seu clima de frevo, p&amp;#244;s fim a um dos shows mais memor&amp;#225;veis da hist&amp;#243;ria do Coquetel Molotov.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2101759697954768158-5253421573918153834?l=musiclqs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musiclqs.blogspot.com/feeds/5253421573918153834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2101759697954768158&amp;postID=5253421573918153834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/5253421573918153834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/5253421573918153834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musiclqs.blogspot.com/2008/09/festival-no-ar-coquetel-molotov-1-dia.html' title='Festival No Ar Coquetel Molotov - 1º dia'/><author><name>coletivo lo que sea</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/loquesea.info/SNhQ-QAZe-I/AAAAAAAAAJA/bKGtDNAw5TU/s72-c/54.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2101759697954768158.post-1832334982770545547</id><published>2008-09-06T09:01:00.001-07:00</published><updated>2008-09-08T20:00:12.779-07:00</updated><title type='text'>♪Eu não tenho onde morar...♪</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="222" alt="" src="http://lh3.ggpht.com/loquesea.info/SMKpRIgoqhI/AAAAAAAAAI4/BfVoxcflhjw/marcelocamelociadafotoreduzida26.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;por &lt;strong&gt;Rud&amp;#225; Almeida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O primeiro trabalho concreto de um ex-hermano ap&amp;#243;s a famosa &amp;quot;pausa por tempo indeterminado&amp;quot; chega nesse dia 8 &amp;#224;s lojas. Trata-se de &lt;em&gt;Sou&lt;/em&gt;, debute de Marcelo Camelo em carreira solo. Mas quem &amp;#233; mais atento sabe que dez das prometidas catorze m&amp;#250;sicas do disco j&amp;#225; vazaram e rodam os &lt;em&gt;ipods&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;ipobres&lt;/em&gt; de todos os indies e estudantes de jornalismo desse Br&amp;#233;sil. Eis que, a fim de prestar mais um portentoso servi&amp;#231;o s&amp;#243;cio-cultural aos pouco abastados habitantes da prov&amp;#237;ncia, resolvi analisar todo o cancioneiro novo de Camelo com a aten&amp;#231;&amp;#227;o necess&amp;#225;ria de quem n&amp;#227;o tinha porra nenhuma - ou nada melhor - pra fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Primeiramente, cabe analisar a foto de divulga&amp;#231;&amp;#227;o do rapaz (essa a&amp;#237; de cima), porque pouco antes de conhecermos as m&amp;#250;sicas fomos apresentados ao &amp;quot;novo Camelo&amp;quot; de uma forma inusitada: levando um susto e, no fundo vai!, tendo peninha. N&amp;#227;o te deu vontade de pegar um balde d'&amp;#225;gua, um sabonete, um esfreg&amp;#227;o, um kit de barbear e dar ao pobre depois de ver essa foto? O pior &amp;#233; a marca no olho direito que, segundo informantes, nada tem a ver com o famoso &lt;em&gt;punched!&lt;/em&gt; dado por Alexandre Magno Abr&amp;#227;o, o Chor&amp;#227;o, nos gloriosos anos em que sua banda ainda figurava no Faust&amp;#227;o e nos comerciais da Coca-Cola.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O que veio depois foi a &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PkB8pLw1kG8/SL3eQQX8h4I/AAAAAAAAALI/XEsbi-S74qE/s1600-h/marcelo+camelo+-+sou+%5B2008%5D.jpg"&gt;capa do disco&lt;/a&gt;. &lt;em&gt;Sou&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;N&amp;#243;s&lt;/em&gt; de cabe&amp;#231;a pra baixo... hmmmmm. Contempor&amp;#226;neo, muito contempor&amp;#226;neo. Segundo passo rumo a uma publica&amp;#231;&amp;#227;o elogiosa na &lt;em&gt;Bravo! &lt;/em&gt;com o t&amp;#237;tulo de&lt;em&gt; &amp;quot;Marcelo Camelo: O Rei da nova mpb&amp;quot;.&lt;/em&gt; Com destaque para a foto do pr&amp;#243;prio junto &amp;#224; Mallu, a quem Camelo, segundo a revista, tem profunda admira&amp;#231;&amp;#227;o musical, pessoal e, por vezes, fraternal.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sem mais conversa, vamos ao que interessa: a m&amp;#250;sica, que em &lt;em&gt;Sou&lt;/em&gt;, d&amp;#225; o ar da gra&amp;#231;a com &lt;em&gt;T&amp;#233;o e a Gaivota&lt;/em&gt;. Nome emepeb&amp;#237;stico. J&amp;#225; imaginamos algo como o cal&amp;#231;ad&amp;#227;o de Copacabana sob o olhar de Manoel Carlos. Pena que Camelo mudou completamente sua vers&amp;#227;o. A &lt;em&gt;demo&lt;/em&gt;, que figurava no MySpace sem vocal e com o barulho do mar - e das gaivotas! - ao fundo, aumentava sensivelmente a possibilidade de zoa&amp;#231;&amp;#227;o da mesma. Uma pena ele desperdi&amp;#231;ar o incompar&amp;#225;vel instrumental do Hurtmold e um &amp;#243;timo refr&amp;#227;o na, antes, melhor piada pronta do disco.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Tudo Passa&lt;/em&gt; tem cara de &lt;em&gt;b-side&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;Ventura,&lt;/em&gt; embora seja melhor que qualquer outra da autoria de Camelo que figure no &lt;em&gt;4.&lt;/em&gt; E o nome pode causar muita agonia, muita agonia mesmo nos participantes da comunidade &amp;quot;Analisando: Los Hermanos&amp;quot; no orkut. &amp;quot;&lt;em&gt;Ser&amp;#225;?&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Passeando &lt;/em&gt;&amp;#233; a primeira tentativa de Camelo de nos convencer que Chico Buarque pode descansar em paz, embora nos conven&amp;#231;a mesmo que a chatice do &amp;#250;ltimo disco de sua (ex)banda foi toda culpa sua. No m&amp;#225;ximo, entrar&amp;#225; no novo DVD &amp;quot;Som Livre: Um Banquinho e um Viol&amp;#227;o&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Doce Solid&amp;#227;o&lt;/em&gt; tem assobio pegajoso no lugar do refr&amp;#227;o, tal qual aquela m&amp;#250;sica daquela banda da Su&amp;#233;cia. Mas, ao contr&amp;#225;rio do &lt;em&gt;hit&lt;/em&gt; europeu, n&amp;#227;o promete alavancar coro (ou &lt;em&gt;air-assobio&lt;/em&gt;) dos pernambucanos no Teatro da UFPE, daqui a duas semanas. N&amp;#227;o por culpa da m&amp;#250;sica, claro. E sim pelo bairrismo faniquista empregnado nos recifenses, que os pro&amp;#237;be de gostar de qualquer outra coisa que tenha sido feita fora de seus dom&amp;#237;nios. Para tentar tal empreitada, caro Camelo, v&amp;#225; de &lt;em&gt;Patience&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Janta&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Mais Tarde&lt;/em&gt; s&amp;#227;o as melhores do disco. A primeira tem a participa&amp;#231;&amp;#227;o da Mallu, que como bem observou Chico Barney, &amp;#8220;&amp;#233; a nova Luciana Gimenez. Ela sente em portugu&amp;#234;s, mas se expressa em ingl&amp;#234;s. Ou vice-versa?&amp;#8221;. A segunda tem, veja s&amp;#243;, guitarras (yeah!) e poderia ter entrado no &lt;em&gt;Ventura.&lt;/em&gt; Por isso mesmo, j&amp;#225; tem o certificado de qualidade garantida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A partir daqui, Camelo quer nos convencer mais uma vez que quer ser Chico, Caymmi e melhor que Rodrigo Amarante, porra. Enquanto &lt;em&gt;Menina Bordada&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; Vida Doce&lt;/em&gt; e&lt;em&gt; Liberdade&lt;/em&gt; s&amp;#227;o a mais pura baianiza&amp;#231;&amp;#227;o do rapaz, &lt;em&gt;Copacabana&lt;/em&gt; &amp;#233; uma marchinha carioca sobre o bairro do Peixoto, que exala essa tend&amp;#234;ncia retr&amp;#244; dos &amp;quot;marxista branquelo, essa coisa loser manos, petista&lt;em&gt;&amp;quot;,&lt;/em&gt; como diria o Lob&amp;#227;o. Mas isso tudo, ao contr&amp;#225;rio do que poderia se imaginar, nem soa t&amp;#227;o ridiculamente pretensioso e pimba, embora ainda d&amp;#234; saudades dos Los Hermanos e ansiedade pelo Little Joy. Amarante rulez!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2101759697954768158-1832334982770545547?l=musiclqs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musiclqs.blogspot.com/feeds/1832334982770545547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2101759697954768158&amp;postID=1832334982770545547' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/1832334982770545547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/1832334982770545547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musiclqs.blogspot.com/2008/09/no-tenho-onde-morar.html' title='♪Eu não tenho onde morar...♪'/><author><name>coletivo lo que sea</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/loquesea.info/SMKpRIgoqhI/AAAAAAAAAI4/BfVoxcflhjw/s72-c/marcelocamelociadafotoreduzida26.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2101759697954768158.post-76741773319286112</id><published>2008-07-29T09:38:00.000-07:00</published><updated>2008-07-29T10:53:05.971-07:00</updated><title type='text'>Espanhol sem cha-cha-cha</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="197" alt="" src="http://lh4.ggpht.com/loquesea.info/SI9ZACJ0IVI/AAAAAAAAAHY/CwUOl35KeD8/1214844762685_f%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;por &lt;strong&gt;Juliana Fernandes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se um jovem de 21 anos grava um &amp;#225;lbum &lt;em&gt;folk&lt;/em&gt; bastante elogiado, passa pela sua cabe&amp;#231;a que ele possa ser do Uruguai? N&amp;#227;o, n&amp;#233;? Mas &amp;#233; verdade. Durante o ver&amp;#227;o de 2007, Gonzalo Deniz, um uruguaio estudante de cinema, reuniu algumas de suas can&amp;#231;&amp;#245;es e deu origem ao projeto Franny Glass, nome inspirado na protagonista do livro &lt;em&gt;Franny e Zooey&lt;/em&gt; de J. D. Salinger.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A princ&amp;#237;pio era uma banda com guitarra, baixo e bateria, mas se transformou em &lt;em&gt;one-man-band&lt;/em&gt; estilo intimista voz e viol&amp;#227;o pouco antes da grava&amp;#231;&amp;#227;o do primeiro &amp;#225;lbum, C&lt;em&gt;on La Mente Perdida En Intereses Secretos&lt;/em&gt;, que recebeu esse t&amp;#237;tulo a partir do livro &lt;em&gt;Cr&amp;#244;nicas &amp;#8211; Volume Um&lt;/em&gt;, de Bob Dylan.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Lan&amp;#231;ado de forma independente, C&lt;em&gt;on La Mente Perdida En Intereses Secretos&lt;/em&gt; &amp;#233; vendido pelo pr&amp;#243;prio Gonzalo por 100 pesos uruguaios (quase r$ 9 reais) e cont&amp;#233;m 12 composi&amp;#231;&amp;#245;es simples, n&amp;#227;o enjoativas falando de amor e perspectiva, ou contando pequenas hist&amp;#243;rias com uma beleza meio pessimista. Um pouco como Belle and Sebastian, um pouco como Jos&amp;#233; Gonz&amp;#225;lez.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois de uma pequena temporada em Buenos Aires para uma sequ&amp;#234;ncia de shows m&amp;#234;s passado, Gonzalo est&amp;#225; de volta &amp;#224; Montevid&amp;#233;u gravando o novo disco. Mas enquanto n&amp;#227;o sai, ainda d&amp;#225; para curtir o &lt;a href="http://www.myspace.com/32canciones" target="_blank"&gt;myspace&lt;/a&gt; ou baixar &amp;quot;Cine y Libros&amp;quot; &lt;a href="http://www.zshare.net/download/161834810524516b/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2101759697954768158-76741773319286112?l=musiclqs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musiclqs.blogspot.com/feeds/76741773319286112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2101759697954768158&amp;postID=76741773319286112' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/76741773319286112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/76741773319286112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musiclqs.blogspot.com/2008/07/espanhol-sem-cha-cha-cha.html' title='Espanhol sem cha-cha-cha'/><author><name>coletivo lo que sea</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/loquesea.info/SI9ZACJ0IVI/AAAAAAAAAHY/CwUOl35KeD8/s72-c/1214844762685_f%5B1%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2101759697954768158.post-2258087878680958334</id><published>2008-07-28T22:14:00.001-07:00</published><updated>2008-07-29T10:54:01.572-07:00</updated><title type='text'>Cansei de ser Cansei de Ser Sexy</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="221" alt="" src="http://lh5.ggpht.com/loquesea.info/SI6qk6W7eZI/AAAAAAAAAHc/nXXCmNZETAE/C%C3%B3pia%20de%204407.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&amp;#8220;&lt;em&gt;tchau p-o-b-r-e-s-!&amp;#8221;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;por &lt;strong&gt;Rud&amp;#225; Almeida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De uma coisa eu tinha certeza desde que as primeiras m&amp;#250;sicas do &lt;em&gt;Donkey&lt;/em&gt; vazaram: o Cansei de Ser Sexy n&amp;#227;o s&amp;#243; est&amp;#225; uma banda melhor (evitando a todo custo o clich&amp;#234; de usar ou fazer refer&amp;#234;ncia a &amp;#8220;amadurecimento&amp;#8221;), como, principalmente, est&amp;#225; uma banda diferente. E eu n&amp;#227;o estou falando de mudan&amp;#231;a de som. A sa&amp;#237;da de uma das integrantes e a troca definitiva de nome pra (a abrevia&amp;#231;&amp;#227;o) CSS apontavam pra isso, &amp;#243;bvio. Mas foram diversos outros fatores que estiveram em jogo durante o &amp;quot;loooongo&amp;quot; per&amp;#237;odo desde o lan&amp;#231;amento do primeiro disco que ocasionaram toda essa mudan&amp;#231;a.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E como pareceu longo. Hoje em dia s&amp;#227;o poucas as bandas que se d&amp;#227;o ao luxo de passar mais de 3 primaveras sem lan&amp;#231;ar material novo. No caso dos brasileiros, o perfeccionismo de Adriano Cintra e o sucesso internacional contribu&amp;#237;ram para a demora. As primeiras apari&amp;#231;&amp;#245;es no &lt;em&gt;blog &lt;/em&gt;de L&amp;#250;cio Ribeiro e o show no Tim Festival de 2004 j&amp;#225; nem parecem t&amp;#227;o pr&amp;#243;ximos, j&amp;#225; que durante esse pequeno intervalo de tempo o CSS deixou de ser apenas mais um fen&amp;#244;meno da internet e ganhou notoriedade mundo a fora; assinou com a Subpop, fez show de ponta a ponta dos Estados Unidos, rodou por quase toda a Europa e&amp;#160; tocou em praticamente todos os principais festivais de m&amp;#250;sica que n&amp;#243;s pobres mortais estamos acostumados a &amp;#8216;ouvir falar&amp;#8217; e assistir v&amp;#237;deos no Youtube. Elas (e ele) s&amp;#243; podiam ter mudado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O &lt;em&gt;Donkey&lt;/em&gt;, afinal, &amp;#233; o reflexo disso tudo. O disco consegue ser melhor que seu antecessor em QUASE todos os aspectos. Primeiro porque tem cara de disco, e n&amp;#227;o de compila&amp;#231;&amp;#227;o de &lt;em&gt;singles&lt;/em&gt;. Depois, ele &amp;#233; mais enxuto, pesado e muito, mas muito mais bem produzido. O considero at&amp;#233; um dos discos *de banda brasileira* mais bem produzidos de todos os tempos (ia colocar *nacionais*, mas essa express&amp;#227;o nem cabe mais). Pra quem falava que a banda era ruim e que nenhum das meninas sabia tocar e pra quem, acima de tudo, odiava com todas as entranhas seu sucesso, &lt;em&gt;Donkey&lt;/em&gt; &amp;#233; um tapa na cara. Ah, e por que o QUASE? Porque h&amp;#225; tamb&amp;#233;m quem sinta falta (eu!) da brasilidade (aqui ganhando uma conota&amp;#231;&amp;#227;o boa, veja s&amp;#243;) do primeiro disco&amp;#8230;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desculpem-me mais uma vez o trocadalho, mas elas (e ele!) realmente cansaram de ser Cansei de Ser Sexy e se tornaram uma outra banda. Nenhuma faixa do disco novo parece ter sa&amp;#237;do do mesmo grupo que h&amp;#225; t&amp;#227;o pouco tempo ficou famoso pelas letras irreverentes e pela maneira tosca de tocar. Pra continua&amp;#231;&amp;#227;o da alegria e da tristeza de muitos, o (agora) CSS cresceu e tomou propor&amp;#231;&amp;#245;es gigantescas. Esque&amp;#231;amos, ent&amp;#227;o, das letras em portugu&amp;#234;s, tira&amp;#231;&amp;#245;es de sarro e shows no Mada, t&amp;#225; certo galera? T&amp;#225; certo.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2101759697954768158-2258087878680958334?l=musiclqs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musiclqs.blogspot.com/feeds/2258087878680958334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2101759697954768158&amp;postID=2258087878680958334' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/2258087878680958334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/2258087878680958334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musiclqs.blogspot.com/2008/07/cansei-de-ser-cansei-de-ser-sexy.html' title='Cansei de ser Cansei de Ser Sexy'/><author><name>coletivo lo que sea</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/loquesea.info/SI6qk6W7eZI/AAAAAAAAAHc/nXXCmNZETAE/s72-c/C%C3%B3pia%20de%204407.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2101759697954768158.post-1922912363326236754</id><published>2008-07-28T22:08:00.000-07:00</published><updated>2008-07-29T10:54:49.465-07:00</updated><title type='text'>Beck is back!</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="221" alt="" src="http://lh3.ggpht.com/loquesea.info/SI6qUgqusnI/AAAAAAAAAHg/hZLDL4TegMI/beck2008%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;minha voz continua a mesma, mas os cabelos, quaaaanta diferen&amp;#231;a!&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;por &lt;strong&gt;Tiago Lopes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fiz uma resenha de &lt;em&gt;Modern Guilt&lt;/em&gt; - lan&amp;#231;ado m&amp;#234;s passado, no anivers&amp;#225;rio de 38 anos do dono da brincadeira, THE Beck - e, l&amp;#225; pelo fim do segundo par&amp;#225;grafo, notei que ainda n&amp;#227;o tinha falado absolutamente nada do disco novo. At&amp;#233; ent&amp;#227;o, s&amp;#243; havia tentado construir uma justificativa para toda a estranheza inicial que as primeiras 10 audi&amp;#231;&amp;#245;es do disco me causaram. Essa justificativa se basearia num resumo de toda a carreira do Beck, pra que eu pudesse entender como algu&amp;#233;m, depois de 10 lan&amp;#231;amentos oficiais e n&amp;#227;o-oficiais, todos repletos de m&amp;#250;sicas enormes, samples diversos de estilos musicais d&amp;#237;spares, &amp;#224;s vezes com at&amp;#233; 8 instrumentos diferentes sendo executados por minuto, conseguiu fazer um disco que n&amp;#227;o ultrapassa a marca dos 35 minutos e n&amp;#227;o vai al&amp;#233;m de 10 m&amp;#250;sicas, todas elas limitadas por uma barreira que parece imposta por um vizinho incomodado com o barulho do seu som.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas &amp;#233; porque a qualidade &amp;#250;nica do &lt;em&gt;Modern Guilt&lt;/em&gt; fica ainda mais evidente quando o disco &amp;#233; posto ao lado dos outros filhotes do Beck, que se dividiam em, basicamente, discos pro PARTY ON! e discos &lt;em&gt;low-profile &lt;/em&gt;absurdamente bem produzidos. Primeira supresa: &lt;em&gt;Modern Guilt&lt;/em&gt; n&amp;#227;o cabe em nenhuma das classifica&amp;#231;&amp;#245;es e, dependendo do ponto de vista, &amp;#233; o que melhor representa ambas. Claro que &amp;quot;Gamma Ray&amp;quot; faz com que as menininhas se ponham a levantar seus vestidos de bolinha f&amp;#225;cil f&amp;#225;cil, mas faz isso sem muito alarde, sustendando umas notas de baixo repetitivas, n&amp;#227;o indo al&amp;#233;m do basic&amp;#227;o. A divers&amp;#227;o &amp;#233; a mesma que se tem ouvindo &amp;quot;Nausea&amp;quot; ou &amp;quot;E-Pro&amp;quot;, s&amp;#243; que sem a caracter&amp;#237;stica esquizofrenia de ambas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Que existe em alguns momentos do &lt;em&gt;Modern Guilt&lt;/em&gt;, s&amp;#243; que n&amp;#227;o onde se costumava achar sempre, nos &lt;em&gt;up-beats&lt;/em&gt;. Agora, vem para dar um valor extra ao lado instrospectivo do Beck. &amp;quot;Chemtrails&amp;quot; &amp;#233; realmente estranha &amp;#224;s primeiras audi&amp;#231;&amp;#245;es, &amp;#233; uma das mais barulhentas do disco e &amp;#233; dif&amp;#237;cil se acostumar com a desorganiza&amp;#231;&amp;#227;o da bateria non-stop e os uivos dos vocais. At&amp;#233; que tome alguma forma, voc&amp;#234; j&amp;#225; conseguiu prestar aten&amp;#231;&amp;#227;o nas imagens assustadoras que o Beck criou no refr&amp;#227;o (you and me/watching the sea/full of people/try not to drown), dando um sentido finalmente apreci&amp;#225;vel ao clima soturno da m&amp;#250;sica. &amp;quot;Replica&amp;quot; &amp;#233; outra que possui uma batida desconexa, servindo de base para que voc&amp;#234; se deixe guiar unicamente pelo piano e vocal, que juntos at&amp;#233; lembram uma melodia, mas uma um tanto desinteressante.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas as faixas meio-termo &amp;#233; que s&amp;#227;o as melhores coisas do disco e toda uma novidade na j&amp;#225; longa carreira do Beck. O equil&amp;#237;brio entre quase todas as suas varia&amp;#231;&amp;#245;es que ele conseguiu em &amp;quot;Orphans&amp;quot;, &amp;quot;Modern Guilt&amp;quot; e &amp;quot;Walls&amp;quot; &amp;#233; t&amp;#227;o admir&amp;#225;vel como se assist&amp;#237;ssimos ao lan&amp;#231;amento de um novo &lt;em&gt;Odelay&lt;/em&gt;. Primeiro, porque o Beck conseguiu ser suave sem viol&amp;#227;o nem gaita, e ser agitado sem esbravejar demais. Depois, porque ele ainda te deixa salivando por mais, impedindo essas preciosidades todas de irem al&amp;#233;m de tr&amp;#234;s minutos, escondendo o vocal da Chan Marshall (que mal pode ser ouvido em &amp;quot;Orphans&amp;quot; e &amp;quot;Walls&amp;quot;) e mudando totalmente a dire&amp;#231;&amp;#227;o de suas letras.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Beck, desde &lt;em&gt;Mellow Gold&lt;/em&gt;, sempre foi um otimista mais pr&amp;#243;ximo do bobo alegre do que do loser com o qual ele tentou enganar todo mundo. &amp;#192; exce&amp;#231;&amp;#227;o de &lt;em&gt;Sea Change&lt;/em&gt;, todos os seus disco pr&amp;#233;-Information cantavam as alegrias da adultesc&amp;#234;ncia (alguns dizem que o Nick Hornby &amp;#233; mestre em abordar essas coisas; algumas pessoas est&amp;#227;o erradas) com uma felicidade t&amp;#227;o massa e n&amp;#227;o-cafona quanto as melodias que continham essas composi&amp;#231;&amp;#245;es todas (&lt;em&gt;Odelay&lt;/em&gt; &amp;#233; o disco mais feliz j&amp;#225; criado sob o abrigo da m&amp;#250;sica pop). Com &lt;em&gt;Information&lt;/em&gt;, ele at&amp;#233; tentou demonstrar que n&amp;#227;o estava t&amp;#227;o velho assim. &amp;quot;Think I'm in Love&amp;quot; foi um bom disfarce, mas posto abaixo por outras 14 m&amp;#250;sicas que insistiam num discurso pr&amp;#243;-cientologia e contra-consumo cheio de observa&amp;#231;&amp;#245;es inc&amp;#244;modas sobre o estado das coisas. No disco novo, a poda tamb&amp;#233;m atingiu esse exagero de indigna&amp;#231;&amp;#227;o, mas o que sobrou foi um conformismo ap&amp;#225;tico t&amp;#227;o agudo quanto convincente na maneira como &amp;#233; mostrado: &amp;#233; preciso s&amp;#243; um pouco mais de aten&amp;#231;&amp;#227;o ao &lt;em&gt;Modern Guilt&lt;/em&gt; para o seu &lt;em&gt;happy-day&lt;/em&gt; se tornar num &lt;em&gt;miserable one&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2101759697954768158-1922912363326236754?l=musiclqs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musiclqs.blogspot.com/feeds/1922912363326236754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2101759697954768158&amp;postID=1922912363326236754' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/1922912363326236754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/1922912363326236754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musiclqs.blogspot.com/2008/07/beck-is-back.html' title='Beck is back!'/><author><name>coletivo lo que sea</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/loquesea.info/SI6qUgqusnI/AAAAAAAAAHg/hZLDL4TegMI/s72-c/beck2008%5B1%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2101759697954768158.post-2270059717821794926</id><published>2008-07-28T22:00:00.000-07:00</published><updated>2008-07-29T10:55:19.579-07:00</updated><title type='text'>Stephen Malkmus e o fim do indie</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="221" alt="" src="http://lh3.ggpht.com/loquesea.info/SHkDGAEVi8I/AAAAAAAAAHk/yCvY_WN_4Yo/stephen-malkmus.jpg?imgmax=800" width="404" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;por &lt;strong&gt;Rud&amp;#225; Almeida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ele inventou o &lt;em&gt;indie&lt;/em&gt; (mesmo antes dessa paran&amp;#243;ia existir), liderando a banda mais &lt;em&gt;cool&lt;/em&gt; dos anos 90, o Pavement, e agora, nos anos &lt;em&gt;zero zero&lt;/em&gt;, provou que continua mais ligado que toda essa juventude descolada que usa all-star, &amp;#243;culos de aro preto e camisa listrada. Stephen Malkmus n&amp;#227;o &amp;#233; s&amp;#243; o ponto de partida dessa nova gera&amp;#231;&amp;#227;o do rock alternativo, ele tamb&amp;#233;m quer ser o mentor de seu s&amp;#250;bito final.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Basta ouvir as primeiras faixas de seu novo e melhor &amp;#225;lbum, &lt;em&gt;Real Emotional Trash&lt;/em&gt;, pra entender o porqu&amp;#234;. Junto aos seus fi&amp;#233;is escudeiros do &lt;em&gt;The Jicks&lt;/em&gt;, Malkmus criou um disco cabe&amp;#231;udo, com m&amp;#250;sicas que variam entre 5 e 10 minutos e que se aproximam mais do rock psicod&amp;#233;lico do que qualquer outra coisa que ele ou o &lt;em&gt;Pavement&lt;/em&gt; j&amp;#225; tenham lan&amp;#231;ado. Preste aten&amp;#231;&amp;#227;o na excelente, proposital e enganosa falta de estrutura absurda presente em grande parte das faixas do disco... No meio de tudo isso, ainda h&amp;#225; espa&amp;#231;o pra can&amp;#231;&amp;#245;es curtinhas e de apelo radiof&amp;#244;nico, como &lt;em&gt;Gardenia &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;We Can&amp;#8217;t Help You, &lt;/em&gt;mas tamb&amp;#233;m, p&amp;#225;ra por a&amp;#237;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando ent&amp;#227;o eu lembro dos seus outros tr&amp;#234;s fod&amp;#245;es discos solos, o primeiro e hom&amp;#244;nimo, de 2001, o segundo, &lt;em&gt;Pig Lib,&lt;/em&gt; e o terceiro, &lt;em&gt;Face the Truth&lt;/em&gt;, percebo o quanto esse cara &amp;#233; &lt;em&gt;b&amp;#227;o&lt;/em&gt; e o quanto ele me deixa satisfeito ao ponto de nem pensar numa susposta volta do &lt;em&gt;Pavement,&lt;/em&gt; uma das minhas bandas favoritas de&amp;#8230; todas as bandas. Pra comprovar basta voc&amp;#234; colocar &lt;em&gt;Range Life&lt;/em&gt; pra tocar quando estiver em minha companhia e ver a minha cara de felicidade seguida de um rid&amp;#237;culo &lt;em&gt;air guitar&lt;/em&gt; acompanhado de caretinhas que indicam a inspira&amp;#231;&amp;#227;o e concentra&amp;#231;&amp;#227;o de minha pessoa nesse of&amp;#237;cio. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enfim, o que eu quero dizer no final das contas &amp;#233; que n&amp;#227;o h&amp;#225; nada mais &lt;em&gt;pop&lt;/em&gt; e legal que o &lt;em&gt;Crooked Rain Crooked Rain&lt;/em&gt; pra d&amp;#233;cada de 90 e que o &lt;em&gt;Pig Lib&lt;/em&gt; pra o agitado come&amp;#231;o dessa d&amp;#233;cada aqui. Agora, j&amp;#225; prevendo o fim dessa fase, ou dessa gera&amp;#231;&amp;#227;o (como queiram), n&amp;#227;o h&amp;#225; nada mais &amp;#8216;p&amp;#225; de cal&amp;#8217; que o &lt;em&gt;Real Emotional Trash&lt;/em&gt;. Se a profecia do Mr. Malkmus se concretizar, n&amp;#227;o venham me dizer que n&amp;#227;o avisei.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2101759697954768158-2270059717821794926?l=musiclqs.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musiclqs.blogspot.com/feeds/2270059717821794926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2101759697954768158&amp;postID=2270059717821794926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/2270059717821794926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2101759697954768158/posts/default/2270059717821794926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musiclqs.blogspot.com/2008/07/stephen-malkmus-e-o-fim-do-indie.html' title='Stephen Malkmus e o fim do indie'/><author><name>coletivo lo que sea</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/loquesea.info/SHkDGAEVi8I/AAAAAAAAAHk/yCvY_WN_4Yo/s72-c/stephen-malkmus.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
